Quais os perigos da Radiação Ionizante, afinal?

A radiação ionizante é a radiação que transfere energia suficiente para expulsar os elétrons de sua órbita, resultando na criação de íons.
Essa radioatividade leva em consideração as partículas ou ondas eletromagnéticas emitidas pelo núcleo atômico durante o processo de reestruturação interna.
Existem vários mitos sobre os diferentes tipos de radiação. Porém, devido às características específicas que abordaremos neste post, a mais perigosa delas é a radiação ionizante.
Antes de mais nada, é importante que se entenda que as radiações nucleares são o resultado das transformações do núcleo instável de um átomo na busca de estados de maior estabilidade.
Ou seja, tratam-se do produto da otimização de sua estrutura e dinâmica. Por causa da intensidade das forças atuantes dentro do núcleo atômico, as radiações nucleares são altamente energéticas.
A exposição à radiação ionizante oferece sérios riscos biológicos ao corpo humano e ao meio ambiente.

Diferentes utilizações da radiação

Os perigos da Radiação Ionizante

Desde a descoberta da radiação, mais de um século de pesquisa tem fornecido grande conhecimento acerca dos mecanismos biológicos que podem afetar a saúde humana.
Sabe-se que a radiação ionizante pode produzir efeitos em nível celular, causando sua morte ou modificação, devido aos danos causados nas fitas do ácido desoxirribonucleico (DNA) em um cromossomo.
Quando o número de células afetadas ou até mesmo mortas for grande o suficiente, a radiação poderá resultar na disfunção e morte do órgão.
Outra influência da radiação ionizante sobre o DNA são os danos que não causam a morte celular. Esses tipos de dano são normalmente reparados por inteiro, mas caso isso não ocorra, a modificação resultante – conhecida como mutação celular – causará reflexo nas divisões celulares subsequentes.
O resultado das mutações é o câncer. Se as células modificadas forem aquelas que transmitem a informação hereditária aos descendentes, desordens genéticas podem surgir.
Com base na observação de sua ocorrência, efeitos na saúde advindos da exposição à radiação são definidos aqui tanto como efeitos imediatos à saúde, quanto tardios.
Geralmente, efeitos imediatos à saúde, são evidentes através do diagnóstico de síndromes clinicamente verificadas nos indivíduos.
Já os efeitos tardios são verificados através de estudos epidemiológicos feitos pela observação do aumento da incidência da doença em uma população.
Mas como isso ocorre?

Efeitos da Radiação Ionizante no DNA

Infográfico dos efeitos da radiação no DNA

A radiação pode provocar basicamente dois tipos de danos ao corpo humano: um deles é a destruição das células com o calor; o outro é a ionização e fragmentação (divisão) das células.
O calor emitido pela radiação é tão forte que pode queimar bem mais do que a exposição prolongada ao sol.
Portanto, um contato com partículas radioativas pode deixar a pele do indivíduo totalmente danificada, uma vez que as células não resistem ao calor emitido pela reação.
A ionização e fragmentação celular implicam em problemas de mutação genética durante a gestação de fetos, que nascem prematuramente ou, quando dentro do período de nove meses, nascem com graves problemas de má formação.
Quimicamente falando, seria assim: as partículas radioativas têm alta energia cinética, ou seja, se movimentam rapidamente.
Quando tais partículas atingem as células dentro do corpo, elas provocam a ionização celular. Células transformadas em íons podem remover elétrons, portanto, a ionização enfraquece as ligações.
E o resultado? Células modificadas e, consequentemente, mutações genéticas.
Os efeitos radioinduzidos também podem receber denominações em função do valor da dose e forma de resposta. Assim, em função da dose e forma de resposta, são classificados em estocásticos e determinísticos.

Os efeitos estocásticos são aqueles em que a probabilidade de ocorrência é proporcional à dose de radiação recebida, sem a existência de limiar.
Isto significa que mesmo doses pequenas, abaixo dos limites estabelecidos por normas e recomendações de radioproteção, podem induzir tais efeitos. Entre estes efeitos, destaca-se o câncer.

A probabilidade de ocorrência de um câncer provocado pela radiação depende do número de clones de células modificadas no tecido ou órgão, uma vez que depende da sobrevivência de pelo menos um deles para garantir a progressão.
O período de aparecimento (detecção) do câncer após a exposição pode chegar até 40 anos. No caso da leucemia, a frequência passa por um máximo entre 5 e 7 anos, com período de latência de 2 anos.

Os efeitos determinísticos são causados por irradiação total ou localizada de um tecido, gerando um grau de morte celular não compensado pela reposição ou reparo, com prejuízos detectados no funcionamento do tecido ou órgão.
Infográfico dos órgãos mais sensíveis à radiação
Órgãos mais sensíveis à radiação ionizante

Existe um limiar de dose, abaixo do qual a perda de células é insuficiente para prejudicar o tecido ou órgão de um modo detectável.
Isto significa que os efeitos determinísticos são produzidos por doses elevadas, acima do limiar, onde a severidade ou gravidade do dano aumenta com a dose aplicada.
A probabilidade de efeito determinístico, assim definido, é considerada nula para valores de dose abaixo do limiar, e de 100%, para valores acima.
Além da severidade, os efeitos determinísticos variam com a frequência em que um dado efeito, definido como condição patológica reconhecível, aumentando em função da dose, em uma população de indivíduos com diferentes susceptibilidades.

Mas como enfrentar os perigos da radiação ionizante?

Concluímos que a radiação ionizante acarreta diversos efeitos biológicos aos indivíduos expostos a ela de acordo com a dose e a forma de resposta.
Por isso, a melhor forma de evitar os efeitos estocásticos e determinísticos da radiação ionizante no ambiente de trabalho é através de um Serviço de Radioproteção bem preparado.
Se sua equipe tem IOEs (Indivíduos Ocupacionalmente Expostos) é necessário estabelecer um Plano de Radioproteção detalhado e eficiente para que todos os profissionais expostos à radiação tenham a proteção adequada de acordo com as normas da CNEN.
Também é possível contratar empresas especializadas em Radioproteção para cuidar da proteção radiológica da sua empresa ou da empresa que você trabalha.
Para você que deseja ser um especialista no assunto, preparamos um material completo com tudo o que você precisa saber sobre Radioproteção:
guia de radioproteção

FONTES:

    • Mais de 10 anos de experiência em Segurança do Trabalho junto às maiores indústrias do Brasil
    • Mais de 3 mil horas executando serviços de Radioproteção
    • Mais de 200 clientes atendidos em todo país