Quais as diferenças entre fontes radioativas seladas e não seladas?

Muitas pessoas acham que a radiação traz os riscos imprevisíveis de acidentes ou de contaminação. Também pensam que vão desenvolver câncer ou que um acidente grave possa acontecer a qualquer momento como em Chernobyl… Elas realmente acreditam nisso!

O medo vem da falta de conhecimento, então é perfeitamente normal que você tenha receio quando escuta algo relacionado à radiação. Fontes radioativas podem ser usadas para controlar processos com eficiência e precisão.

Neste post, iremos desmistificar a radiação e explicar a diferença entre fontes radioativas seladas e não seladas. Boa leitura!

Qual a diferença entre fontes radioativas seladas e não seladas

Existem dois tipos de fontes radioativas: as fontes seladas e as fontes não seladas. Uma fonte radioativa selada é a fonte que está, por exemplo, dentro de uma cápsula selada e não tem contato com o ser humano ou o meio ambiente.

Já uma fonte radioativa não selada é aquela em que não há qualquer tipo de proteção que impeça o contato dela com o meio ambiente. Sendo assim, os riscos de chances de contaminação por uma fonte não selada são bem maiores!

Fontes radioativas e a segurança do trabalho

De fato, a radiação precisa ser tratada com cautela. Uma exposição à níveis excessivos pode causar danos celulares e até a morte, mas são casos que dificilmente acontecem. A legislação brasileira é bem rígida quando se trata de Radioproteção dentro da Segurança do Trabalho.

Entenda de uma vez por todas que se todas as normas da radioproteção forem seguidas você estará mais exposto à radiação quando voar de avião do que trabalhando ao lado de um instrumento radiométrico.

Dentro da Radioproteção, existem três fatores extremamentes importantes se você deseja trabalhar com fontes radioativas:

  • tempo de exposição
  • distância
  • blindagem

O tempo de exposição a uma fonte radioativa vai sempre estar atrelado a quantidade de radiação que você vai receber.

Digamos que uma fonte radioativa emita uma taxa X de radiação. Se você fica 1 hora exposto a essa radiação, no final desse tempo, você recebeu X de radiação. Ficando 3 horas exposto, você recebe 3X de radiação. A taxa de radiação é sempre proporcional ao tempo de exposição.

A distância de uma fonte radioativa determina a intensidade da radiação que você recebe. Quanto maior a distância de uma fonte radioativa, menor a intensidade da radiação.

A intensidade da radiação vai decair pelo inverso do quadrado da distância toda vez que você se afasta da distância inicial da fonte radioativa. Existe uma fórmula para calcular isso, que é: a dose inicial (I1) dividida pela dose final (I2) é igual a distância final ao quadrado (D2²) dividida pela distância inicial ao quadrado (D1²).

I1/I2 = D2²/D1²

Por exemplo: Uma fonte radioativa está emitindo uma dose de 5mSv/h (I1) e você está a uma distância de 1m dela (D1). Quando você se afasta e fica a 3m dela (D2), quanto será a dose final (I2)? Se colocarmos os dados na fórmula, iremos descobrir que a dose final é de 0,555… ou, arredondando, 0,6mSv/h.

Simples, não é mesmo?

A blindagem é todo e qualquer material que seja colocado entre uma fonte radioativa e uma pessoa, objeto ou meio ambiente, a fim de atenuar a quantidade de radiação emitida pela fonte.

Esses três fatores normalmente andam juntos, mas existem aplicações em que você não consegue trabalhar com todos eles.

Existem momentos em que você vai trabalhar apenas com o tempo e a distância. Também existem aqueles em que você vai trabalhar com os três. Além disso, também existem  momentos em que você vai trabalhar mais especificamente com a blindagem, porque você não consegue usar o tempo e a distância ao seu favor.

Como já dissemos anteriormente, esses três fatores vão auxiliar você nos cuidados com as fontes radioativas e são EXTREMAMENTE IMPORTANTES para a Radioproteção.

Eles ainda vão auxiliar em um dos princípios da Radioproteção: a otimização.

E o que é a otimização? É você trabalhar de forma mais otimizada possível para garantir que as doses sejam tão baixas quanto razoavelmente possíveis (conhecido como princípio ALARA (As Low As Reasonably Achievable ou Tão Baixo Quanto Razoavelmente Exequível). Ou seja, trabalhar com as menores doses para obter maiores êxitos nos trabalhos que vai executar.

Outro princípio que esses fatores também auxiliam é o da limitação de dose. Através desses princípios é possível controlar a dose de radiação que o trabalhador vai receber. Um elemento que sempre vai estar atrelado a esses fatores é a monitoração.

É importante que todo IOE (Indivíduo Ocupacionalmente Exposto) seja treinado, dosimetrado, conheça os riscos, os equipamentos e os tipos de radiação ionizantes que existem para que utilize o tempo, a distância e a blindagem das fontes ao seu favor no momento em que for monitorar as doses de radiação.

Os cuidados com as fontes radioativas sempre vão passar por esses três fatores pilares da Radioproteção e, com isso, você sempre aumenta a segurança dos trabalhadores, da instalação e até de um funcionário que não tem nada a ver com fontes radioativas.

Por exemplo: uma empresa que possua um bunker com fontes radioativas. Se não estiver sinalizado ou com alguma contenção, um funcionário que não tenha conhecimento desse bunker ou de que há fontes radioativas nele pode achar que é um armário, uma sala ou algo do tipo e entrar lá sem saber que está exposto a uma fonte radioativa.

Critérios como as sinalizações e barreiras de contenção, monitoração constante e controle de acesso favorecem os cuidados com as fontes radioativas e são fundamentais para que a segurança das fontes radioativas seja efetiva.

Existem empresas que disponibilizam serviços de monitoramento de fontes radioativas, além de realizar todo o gerenciamento e transporte de fontes radioativas, para que tudo seja feito de forma correta.

Não se esqueça: as leis estão aí para serem seguidas à risca. Assim, você evita que acidentes ocorram, o que acarretaria em prejuízos humanos, materiais e ao meio ambiente.

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