Quais são os procedimentos de rotina em Radioproteção no Offshore?

Radiação em plataformas Offshore sempre foi um assunto  destaque no setor e ganhou ainda mais atenção após a publicação da NR-37.

Se a plataforma Offshore em que você trabalha possuir alguma não conformidade, seja em relação a presença de NORM/TENORM, fontes radioativas que podem não estar funcionando de acordo ou a outros pontos, ela pode sofrer uma interdição. E você não quer isso, certo?

Para que tudo esteja de acordo, é essencial seguir alguns procedimentos de rotina em Radioproteção. Continue lendo e saiba mais!

Negligenciar a Radioproteção pode gerar uma interdição

A Radioproteção costuma ser negligenciada no Offshore, principalmente por empresas que querem cuidar de tudo por conta própria.

Em diversos casos, elas acabam colocando trabalhadores de outros setores para realizarem as suas funções em conjunto com as de um Supervisor de Radioproteção.

É essencial, no entanto, que práticas rígidas de segurança do trabalho sejam adotadas em todas as áreas onde houver presença de material NORM/TENORM.

O uso de instrumentos radiométricos estrangeiros e/ou terceirizados em indústrias presentes em terra firme também requer atenção no cotidiano das plataformas, já que eles utilizam fontes radioativas para realizar as medições.

O objetivo é assegurar que nenhum IOE (Indivíduo Ocupacionalmente Exposto) receba dose de radiação ionizante excessiva ao limite admissível para qualquer pessoa do público em geral.

A NR-37 e as Radiações Ionizantes

A NR-37, norma que estabelece os requisitos mínimos de segurança, saúde e condições de convívio em plataformas Offshore que estão em operação em águas nacionais, possui uma parte totalmente voltada para as Radiações Ionizantes em plataformas de petróleo!

A norma diz que, durante todo o ciclo de vida da plataforma, a operadora deve adotar medidas para que os trabalhadores estejam protegidos dos efeitos nocivos causados pela radiação ionizante (NORM/TENORM).

Quais os riscos do acúmulo de material NORM/TENORM em um ativo Offshore?

Com o passar do tempo, o material NORM/TENORM se acumula nas linhas, válvulas, filtros, vasos e tanques de carga de uma plataforma Offshore. Este material tem potencial para criar campos de radiação cujos valores de dose ultrapassam os limites seguros estabelecidos pela CNEN para IOEs (20mSv/ano ou, 10,0 µSv/h) e, principalmente, para o público em geral (1mSv/ano ou, 0,5µSv/h). 

Isso pode trazer sérios danos à saúde, além de ser ilegal!

Para evitar correr esses riscos, existem alguns procedimentos de rotina em Radioproteção a serem adotados, confira a seguir!

Procedimentos de rotina em Radioproteção no Offshore

É essencial que a planta seja monitorada, no mínimo, semestralmente. Existem empresas que realizam o serviço de inspeção para identificar não conformidades.

Além disso, as áreas controladas devem ser isoladas e sinalizadas para que apenas as pessoas autorizadas possam ter acesso. 

Forneça também o controle de dose ocupacional para os envolvidos nas atividades da plataforma. Além disso, não deixe de realizar, periodicamente, o serviço de limpeza do ativo Offshore e, se for o caso, a descontaminação do mesmo!

Além disso, o material radioativo gerado após este processo só deve ficar armazenado na plataforma pelo tempo necessário levado para encontrar a destinação final dele.

Se você não realizar esses serviços corretamente, pode sofrer graves consequências, como indiciamento dos responsáveis legais, multas, danos à sua imagem e a da sua empresa, processos trabalhistas, desvalorização patrimonial e, como dito no começo deste post, interdição nas operações, que podem gerar milhões de reais em prejuízo por dia.

Você também precisará responder à CNEN, ao Ministério do Trabalho e Emprego, ao IBAMA e à Receita federal.

De que forma é possível identificar uma não conformidade em ativos Offshore?

Existem empresas especializadas que dispõem de serviços de inspeção em ativos Offshore, para que essas não conformidades sejam identificadas e eliminadas. Essas empresas emitem um laudo com tudo o que está errado e sugerem correções, que podem ser adotadas pelo cliente ou não.

Podemos pensar nesse serviço como uma pré-inspeção feita para que o cliente não caia em uma não conformidade grave, gerando assim os dois principais malefícios possíveis, que são a multa e a interdição do ativo Offshore.

É importante ter essa certeza de que a unidade será vistoriada por um grupo de profissionais de uma empresa competente, qualificada e certificada pelo próprio órgão regulador. Assim, ela pode te apontar erros e propor correções. 

O gasto para prevenir e reparar serão bem menores do que os prejuízos futuros, caso sejam negligenciados!

As leis estão aí para serem seguidas à risca. Assim, você evita que acidentes possam ocorrer, o que acarretaria em prejuízos humanos, materiais e ao meio ambiente!

É importante saber que a radiação causa diversos efeitos biológicos às pessoas expostas a ela, dependendo da dose de exposição. Se você é ou a sua equipe possui um IOE (Indivíduo Ocupacionalmente Exposto), estabelecer um Plano de Radioproteção detalhado e eficiente é mandatório!

Quando você trabalha em uma indústria que utiliza fontes radioativas em seus processos, é necessário que todos os profissionais expostos à radiação tenham a proteção adequada, de acordo com as normas da CNEN.

Também é possível contratar empresas especializadas para cuidar da sua proteção radiológica se, por algum motivo, for gerada muita dor de cabeça ao implementar um Serviço de Radioproteção por conta própria.

Para você que deseja saber mais sobre a importância de encontrar a destinação final de materiais radioativos presentes em sua plataforma, pode baixar o nosso e-Book gratuito sobre o assunto clicando na imagem abaixo!

Destinação final de rejeitos radioativos

Não deixe também de assinar a nossa newsletter para receber mais conteúdos como este!