Como funciona atualmente um depósito de rejeitos e o que precisa ter

A presença de material NORM/TENORM é algo comum no Offshore e não oferece riscos para os trabalhadores, desde que a exposição a eles esteja abaixo dos níveis definidos pela CNEN.

Entretanto, quando há acúmulo de rejeitos radioativos, o seu gerenciamento e descarte devem ser feitos da forma correta, para garantir a segurança de todos. É aí que os depósitos de rejeitos têm um papel crucial.

Saiba mais sobre eles neste post!

O que são rejeitos radioativos e como gerenciá-los da melhor forma possível?

Os rejeitos radioativos são materiais gerados após o processo de limpeza e descontaminação que ocorre em plataformas de petróleo e FPSOs. Estes rejeitos gerados em processos de descontaminação ou de descomissionamento, são materiais perigosos classe 7 – radioativos – e não podem ser armazenados e mantidos em locais que não sejam apropriados.

Estes materiais precisam ser separados de acordo com as formas físicas (sólido, líquido e gasoso), e acondicionados em recipientes apropriados, como tambores metálicos, bombonas plásticas ou outro tipo de contentor apropriado. 

Também precisam ser analisados, rotulados e tudo isso precisa ser armazenado em um local seguro, dentro do que a legislação da CNEN e o IBAMA exigem, para enfim aguardar a sua destinação.

Esse local precisa ter acompanhamento constante, vigilância 24 horas e cumprir com uma série de outras exigências, para garantir que os rejeitos radioativos não causem danos a nenhuma pessoa, não contamine o patrimônio do contratante e nem cause nenhum mal ao meio ambiente.

Se o material vazar e infiltrar no solo, pode chegar a um lençol freático e contaminar o abastecimento de água de uma cidade inteira!

No Brasil, o único depósito de rejeitos radioativos existente é exclusivo para o depósito dos rejeitos vindos do acidente de Goiânia em 1987. Ainda não existe nenhum depósito de rejeitos radioativos de origem natural (de NORM/TENORM gerados em processos de extração de óleo e gás no Offshore) no nosso país, mas felizmente a espera acabará em breve. 

Existem empresas que disponibilizam o serviço de todo o gerenciamento e destinação de rejeitos radioativos, de forma segura e dentro das normas. Também fornecem toda a logística, como o entamboramento, o transporte e mão de obra apropriada para realizar os procedimentos. 

É necessário ser altamente especializado em Radioproteção para lidar com esse tipo de material, e é importante também realizar uma Inspeção Regulatória para eliminação de Não Conformidades!

A Inspeção Regulatória para eliminação de Não Conformidades, é um serviço oferecido por empresas especializadas em que, no local de inspeção, fazem uma varredura de ponta a ponta da plataforma, do FPSO ou de um navio de armazenagem, avaliando todos os tópicos levantados pela CNEN, pelo MTE e pelo IBAMA, referentes à Radioproteção.

Então, a empresa emite um laudo com todos os pontos que estão irregulares e o que precisa ser feito para corrigir as Não Conformidades. Portanto, cabe a operadora da plataforma ou FPSO adotar as sugestões fornecidas ou não. Mas, fique ciente que, caso não siga as sugestões, podem ser gerados problemas mais graves, como multas e a interdição da plataforma.

Uma plataforma de petróleo ou um FPSO parados podem gerar milhares de dólares de prejuízo por dia!

Como funcionam os depósitos de rejeitos e o que precisam ter?

Cada depósito existente precisa atender à respectiva legislação do seu país, de acordo com o risco e o que o órgão regulador determina. As exigências regulatórias variam muito de país para país e como o Brasil ainda não conta com um depósito de rejeitos além do exclusivo para os rejeitos de Goiânia, não é possível comparar com outros países.

Mas podemos adiantar que, a partir do momento em que um depósito de rejeitos radioativos for criado, precisará atender as exigências da Norma CNEN NN 8.02 – Licenciamento de Depósitos de Rejeitos Radioativos de Baixo e Médio Níveis de Radiação.

Todo o rejeito radioativo precisa ser eliminado da plataforma?

Na verdade, não. Como a limpeza e descontaminação dos tanques necessitam que o ativo Offshore fique parado e não produza, paralisar sempre para eliminar todos os materiais radioativos seria financeiramente inviável.

Para que não ocorra exposição de trabalhadores a este material, é essencial que o monitoramento seja feito, para garantir que a dose de radiação presente no ativo Offshore esteja abaixo do limite de exposição.

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De qualquer forma, as leis estão aí para serem seguidas à risca. Assim, você evita que acidentes ocorram, o que acarretaria em prejuízos humanos, materiais e ao meio ambiente.

É importante saber que a radiação causa diversos efeitos biológicos às pessoas expostas a ela, dependendo da dose de exposição.

Se você quer evitar todos os efeitos da radiação ionizante no ambiente de trabalho, precisa de um Serviço de Radioproteção bem preparado. Se você é ou a sua equipe possui um IOE (Indivíduo Ocupacionalmente Exposto), estabelecer um Plano de Radioproteção detalhado e eficiente, é mandatório!

Quando você trabalha em uma indústria que utiliza fontes radioativas em seus processos, é necessário que todos os profissionais expostos à radiação tenham a proteção adequada, de acordo com as normas da CNEN.

Também é possível contratar empresas especializadas para cuidar da sua proteção radiológica se, por algum motivo, for gerada muita dor de cabeça ao implementar um Serviço de Radioproteção por conta própria.

Para você que deseja ser um especialista no assunto, preparamos um material completo com tudo o que você precisa saber sobre Radioproteção.

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FONTES:

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