Operação de Offloading – Já Ouviu Falar?

Se você trabalha embarcado em plataformas de petróleo Offshore, com certeza esbarra, diariamente, em diversos termos que podem ser confusos ou difíceis de entender inicialmente. A operação de offloading é um deles e, no post de hoje, vamos falar sobre essa que é considerada uma das principais operações Offshore!

O que é a Operação de Offoading?

Para a exploração de petróleo em locais com águas profundas, o uso de plataformas Offshore, como FPSOs (Floating Production Storage and Offloading) tornou-se, nas últimas décadas, uma alternativa economicamente e tecnicamente viável.
O FPSO é um tipo de navio feito para a exploração e armazenamento petróleo. O escoamento da produção é, normalmente, realizado por um navio tanque aliviador, conectado ao FPSO por dutos.
Assim como existem os risers de exportação para gás produzido e as válvulas de overboard para a água de produção, o sistema de offloading pode ser considerado como o sistema do FPSO para retirar petróleo produzido do seu casco. Para se fixar ao navio aliviador, um cabo naval conhecido como hawser é preso navio.
No caso de offloading de petróleo, o navio utilizado é um petroleiro. O transporte marítimo realizado pelos navios petroleiros está sendo cada vez mais utilizado, chegando a ser, em alguns lugares, o principal meio para escoar a produção em águas profundas.
Em contrapartida, começaram a ser utilizadas operações de transbordo entre FPSOs em ambientes adversos e agressivos, gerando, assim, riscos para a operação.
Se você trabalha embarcado em plataformas de petróleo Offshore, com certeza esbarra, diariamente, em diversos termos que podem ser confusos ou difíceis de entender inicialmente. A operação de offloading é um deles e, no post de hoje, vamos falar sobre essa que é considerada uma das principais operações Offshore!

E quais são os riscos presentes nas operações de offloading?

É importante que as forças ambientais, como o vento e o movimento da água, estejam sempre em um sentido que deixe o navio aliviador afastado do FPSO. Caso isso mude no meio da operação de offloading e o cabo se afrouxe, uma célula de carga identifica o problema e, automaticamente, ativa um sistema de corte do fluxo e desacoplamento da linha para que o navio possa se distanciar da plataforma e evitar a colisão.
Em geral, a operação de offloading requer muita atenção, principalmente na sua manutenção, pois uma falha pode gerar graves acidentes ambientais, como o derramamento de petróleo no mar.

A manutenção deve estar sempre em dia e os procedimentos operacionais devem estar alinhados com a tripulação, tanto do FPSO quando do navio aliviador.

Apesar de ser considerado como risco médio ou baixo, os cenários de acidentes são sempre levados em consideração, pois o impacto ambiental à fauna e flora marítima pode ser catastrófico!
Além dos danos ao ecossistema, o vazamento de petróleo pode provocar outros impactos, como o socioeconômico, por exemplo. Uma vez que as atividades que precisam do mar são paralisadas, diversos setores são atingidos, como a pesca e o turismo marítimo. Sem falar dos riscos relacionados à saúde pública, não é?
É importante lembrar que, quando se trabalha com extração e transporte de petróleo, você pode estar lidando com material radioativo TENORM, que gera sérios problemas no meio ambiente de trabalho.
A radiação ionizante acarreta diversos efeitos biológicos aos indivíduos expostos a ela de acordo com a dose e a forma de resposta. Por isso, a melhor forma de evitar os efeitos estocásticos e determinísticos da radiação ionizante no ambiente de trabalho é através de um Serviço de Radioproteção bem preparado.
Se sua equipe de Segurança do Trabalho tem IOEs (Indivíduos Ocupacionalmente Expostos) é necessário estabelecer um Plano de Radioproteção detalhado e eficiente para que todos os profissionais expostos à radiação tenham a proteção adequada de acordo com as normas da CNEN.
Também é possível contratar empresas especializadas em Radioproteção para preparar os profissionais sob sua responsabilidade para realizarem e serem aprovados no exame de certificação para supervisores de radioproteção.
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FONTES:

  • Mais de 10 anos de experiência em Segurança do Trabalho junto às maiores indústrias do Brasil
  • Mais de 3 mil horas executando serviços de Radioproteção
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