Quais os perigos da Radiação Ionizante?

Material atualizado em 04/02/2021

Indústrias e empresas de todos os ramos trabalham com instrumentos, máquinas e processos que contém algum nível de Radiação Ionizante em seu desenvolvimento. Mas você sabe quais são os perigos desse tipo de radiação para o corpo humano?

Continue a leitura, descubra os efeitos biológicos da Radiação Ionizante e entenda o papel da Radioproteção na sua empresa!

Radiação Ionizante

A Radiação Ionizante é uma forma de radiação que carrega energia suficiente para remover elétrons que estão ligados a átomos e moléculas. Ela se divide em: natureza corpuscular (radiações alfa e beta) e natureza eletromagnética (raios gama, x e algumas frequências de ultravioleta).

Primeiro, é preciso entender que as radiações nucleares são o resultado das transformações do núcleo instável de um átomo na busca de estados de maior estabilidade. Ou seja, nada mais é do que o produto otimizando sua estrutura e dinâmica. Diante da intensidade das forças atuantes dentro do seu núcleo atômico, as radiações nucleares são altamente energéticas.

Os perigos da Radiação Ionizante

Desde o surgimento e reconhecimento da radiação, a ciência vem fornecendo grandes estudos acerca dos mecanismos biológicos que podem afetar a saúde humana, favorecendo inclusive, o avanço tecnológico das formas de Radioproteção. 

Em nível celular, a Radiação Ionizante causa danos às células de forma direta ou indireta. De forma direta, ela quebra as ligações químicas presentes nas fitas de DNA (ácido desoxirribonucleico) em apenas um cromossomo. Já na forma indireta, ela cria radicais livres nas moléculas de  H2O, que são as mais atingidas pela radiação.

Vamos explicar de uma forma química: 

As partículas radioativas têm alta energia cinética, ou seja, se movimentam rapidamente. Quando tais partículas atingem as células dentro do corpo, elas provocam a ionização celular. Células transformadas em íons podem remover elétrons, portanto, a ionização enfraquece as ligações. E o resultado? Células modificadas e, consequentemente, mutações genéticas.

Quando o número de células afetadas ou até mesmo mortas for grande o suficiente, a radiação poderá resultar na disfunção e morte do órgão. Por sua vez, os danos que não causam a morte celular, podem ser normalmente reparados por inteiro, mas em alguns casos, a modificação resultante – conhecida como mutação celular – pode causar reflexo nas divisões celulares subsequentes, resultando em câncer.

Portanto, se as células modificadas forem aquelas que transmitem a informação hereditária aos descendentes, desordens genéticas podem surgir.

Caso as células modificadas através de uma ionização e fragmentação celular sejam as que transmitem a informação hereditária aos descendentes, desordens genéticas durante a gestação de fetos (que nascem prematuramente), ou graves problemas de má formação (dentro do período de nove meses) podem surgir.

Outro efeito biológico muito sério diz respeito ao período da gravidez, pois a Radiação Ionizante pode afetar crianças que ainda estão na barriga das mães. Experimentos feitos com animais e com pessoas expostas em Hiroshima e Nagasaki chegaram a conclusão de que podem ocorrer: efeitos letais no embrião; má formação e outras alterações estruturais e de crescimento; retardo mental; indução de doenças como a leucemia e efeitos hereditários.

Apesar de tantos efeitos fisiológicos negativos, a Radiação pode ser usada, com doses reguladas – em tratamentos de saúde, como radioterapia de combate ao câncer e tratamentos pós-cirúrgicos, como cauterização no processo de cicatrização, evitando hemorragias e formação de quelóides.

As células mais radiossensíveis são aquelas integrantes do ovário, dos testículos, da medula óssea e do cristalino (olho), além dos demais órgãos mostrados na ilustração abaixo:


Os efeitos da Radiação Ionizante são divididos em: 


Termos de tempo de manifestação:

Efeitos Imediatos – são evidentes através do diagnóstico de síndromes clinicamente verificadas nos indivíduos. 

Efeitos Tardios – verificados através de estudos epidemiológicos feitos pela observação do aumento da incidência da doença em uma população.

Termos de dose e forma de resposta:

Efeitos Estocásticos – mesmo doses pequenas de Radiação, abaixo dos limites estabelecidos por normas e recomendações de radioproteção, podem induzir a esses efeitos, como câncer, por exemplo.

Efeitos Determinísticos – irradiação total ou localizada de um tecido, gerando um grau de morte celular não compensado pela reposição ou reparo, com prejuízos detectados no funcionamento do tecido ou órgão.

Função do nível de dano:

Efeitos Somáticos – surgem do dano nas células do corpo e o efeito aparece na própria pessoa irradiada. 

Efeitos Genéticos – se manifestam nos descendentes. 

O período de aparecimento (detecção) do câncer após a exposição pode chegar até 40 anos. No caso da leucemia, a frequência passa por um máximo entre 5 e 7 anos, com período de latência de 2 anos.

Então, qual é a dose de radiação necessária para afetar o organismo?

Doses > 50 GY = danificam o sistema nervoso, causando morte em poucos dias;

Doses < 8GY = sintomas da doença causada por radiação (síndrome aguda da radiação – náusea, vômitos, diarréia, cólicas intestinais, salivação, desidratação, fadiga, apatia, letargia, sudorese, febre, dor de cabeça, pressão baixa, problemas na medula óssea.)


Conclusão

Concluímos que, os efeitos biológicos da Radiação Ionizante são diversos, podendo trazer problemas sérios, inclusive para outras gerações. Com o avanço das pesquisas e empresas especializadas em proteção contra radiações, as indústrias podem proteger seus funcionários da Radiação Ionizante através de proteções físicas, tecnológicas e um Serviço de Radioproteção bem preparado.

A LINCE é uma das melhores empresas de Radioproteção do país, trazendo equipamentos, tecnologias e manuais de proteção contra Radiação Ionizante. 


Além de evitar efeitos estocásticos, determinísticos, somáticos, genéticos, imediatos e tardios, uma equipe de Radioproteção coesa pode evitar também processos trabalhistas, questões legais e prejuízos financeiros. 

Se a sua equipe tem IOEs (Indivíduos Ocupacionalmente Expostos), é necessário estabelecer um Plano de Radioproteção detalhado e eficiente para que todos os profissionais expostos à radiação tenham a proteção adequada de acordo com as normas da CNEN

Caso você prefira terceirizar esse tipo de serviço, existem empresas especializadas em Radioproteção para cuidar da proteção radiológica da sua companhia ou da empresa que você trabalha.