Gerenciamento de Rejeitos Radioativos no Offshore

Se você trabalha com fontes radioativas ou sabe da existência de alguma, seja no Offshore ou fora dele, precisa ficar atento a como a sua empresa está lidando (OU NÃO) com os rejeitos radioativos gerados nos processos!

O que são os rejeitos radioativos?

Rejeito é qualquer tipo de material que você não consiga encontrar algum tipo de aproveitamento econômico ou que não tenha mais como dar serventia para ele.

No caso dos rejeitos radioativos, é qualquer tipo de material, como uma fonte radioativa fora de uso, um insumo que possa ter material radioativo associado ou qualquer item contaminado por material radioativo que não exista qualquer tipo de aproveitamento e nem haja opção para que ele seja descontaminado.

Se você trabalha com fontes radioativas ou sabe da existência de alguma, seja no Offshore ou fora dele, precisa ficar atento a como a sua empresa está lidando (OU NÃO) com os rejeitos radioativos gerados nos processos!

Quais os riscos de deixar rejeitos radioativos esquecidos?

Por conta das legislações vigentes, as chances de acontecer um acidente radioativo são quase nulas. Mas, por conta da falta de cuidados que algumas empresas têm com materiais radioativos, ocorreu, há mais de 30 anos, o acidente de Goiânia com o Césio-137. Ele foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo fora de usinas nucleares. O material radioativo não era considerado, exatamente, um rejeito, mas era uma fonte radioativa fora de uso que foi abandonada em um local sem os devidos cuidados .

Se a transferência do equipamento que continha a cápsula com o Césio-137 fosse feita de forma correta, entregando-o para que a CNEN pudesse armazenar de forma correta até que o novo centro de Radioterapia de Goiás estivesse pronto, tudo teria acontecido de outra forma, e teria tido um outro fim!

Quando pensamos nos perigos envolvendo rejeitos radioativos nos dias atuais, nos referimos e esse tipo de risco com relação às fontes fora de uso que estão – ou é esperado que estejam – dentro dos bunkers das empresas que as possuem e ficam lá esperando para serem descartadas.

Nesse meio tempo, essa fonte pode ser roubada, acabar expondo alguém acidentalmente e gerar uma série de outras complicações. E, no caso de material natural NORM/TENORM, o problema é a exposição e contaminação de pessoas e do meio ambiente.

Existem hoje algumas empresas do Offshore que, por falta de opções acerca de onde colocar esses rejeitos radioativos, acabam deixando eles armazenados em tambores nos deques das unidades. Em alguns casos, por não terem onde colocar o material, retornam a borra contaminada para dentro dos tanques em operação, o que não é correto, já que estão mantendo um risco próximo a elas.

A NR-37 diz que os responsáveis pela plataforma Offshore deve elaborar o Plano de Gerenciamento de Rejeitos Radioativos para o material de ocorrência natural cuja reutilização é imprópria ou não prevista, segundo a CNEN.

O que deve ser feito com os rejeitos radioativos?

Se você trabalha com fontes radioativas ou sabe da existência de alguma, seja no Offshore ou fora dele, precisa ficar atento a como a sua empresa está lidando (OU NÃO) com os rejeitos radioativos gerados nos processos!

1. Retirá-lo da planta de produção

O seu equipamento está obsoleto ou danificado? O primeiro passo é retirá-lo da área e armazená-lo no seu bunker. Ele deve ser removido da operação logo para que sejam evitados danos ao patrimônio pessoal e ao meio ambiente.

Esse equipamento vai ficar no bunker somente pelo tempo necessário para que toda a parte burocrática junto a CNEN para o descarte seja providenciada.

2. Comunicar o pedido de descarte do material na base da CNEN mais próxima

Você precisa fazer o pedido de orçamento para descarte do material em um dos pontos da CNEN mais próximos à você.

   3. Dar entrada no pedido de descarte

Após estar com o orçamento aprovado, você deve abrir um protocolo de descarte no portal CNEN, anexando o documento de aceite para o descarte já assinado e acompanhar os trâmites até seu deferimento.

    4. Agendar o descarte

Após toda a documentação estar devidamente aprovada, você deve agendar o dia e a hora para entrega dos rejeitos radioativos com a base da CNEN na qual fez o pedido.

   5. Providenciar o acondicionamento e transporte do material

O material precisa ser acondicionado de forma adequada. Portanto, você precisa providenciar um transporte adequado, legalizado, licenciado e credenciado pela CNEN do material até o ponto final de destinação, incluindo toda a documentação obrigatória para o transporte.

     6. Dar baixa no seu inventário

Assim que ele for entregue à CNEN, você precisa realizar a baixa dessa fonte, material ou equipamento radioativo no seu inventário de fontes.

Agora entende como é de extrema importância que o descarte de fontes radioativas seja feito de forma correta?

As leis estão aí para serem seguidas à risca. Assim, você evita que acidentes de trabalho possam ocorrer, o que acarretaria em prejuízos humanos, materiais e ao meio ambiente.

É importante saber que a radiação – e em especial a radiação ionizante – causa diversos efeitos biológicos às pessoas expostas a ela, dependendo da dose de exposição.

Se você quer evitar todos os efeitos da radiação ionizante no ambiente de trabalho,  precisará de um Serviço de Radioproteção bem preparado. E se você é ou a sua equipe possui um IOE (Indivíduo Ocupacionalmente Exposto), estabelecer um Plano de Radioproteção detalhado e eficiente é mandatório!

Quando você trabalha em uma indústria que utiliza fontes radioativas em seus processos, é necessário que todos os profissionais expostos à radiação tenham a proteção adequada, de acordo com as normas da CNEN.

Também é possível contratar empresas especializadas para cuidar da sua proteção radiológica se, por algum motivo, for gerada muita dor de cabeça ao implementar um Serviço de Radioproteção por conta própria.

Para você que deseja ser um especialista no assunto, preparamos um material completo com tudo o que você precisa saber sobre Radioproteção.

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FONTES:

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