Saiba quais são as melhores práticas para preparar amostras para análise radioquímica

Você sabia que todo o material gerado após a limpeza e descontaminação de tanques de carga deve ter amostras enviadas para uma análise radioquímica antes de ser definido o seu destino final? É essencial para que seja definida qual será a destinação final do material.

Continue lendo o post e fique por dentro das melhores práticas de preparo das amostras para uma análise radioquímica.

O que é uma análise radioquímica?

A análise radioquímica é uma metodologia realizada com o objetivo de verificar a existência de radionuclídeos em diferentes matrizes, como as ambientais, biológicas e em rejeitos. Também estão incluídas nestes monitoramentos as instalações nucleares e radioativas, em situação de rotina ou em emergência.

É importante frisar que apenas laboratórios certificados pela CNEN podem realizar esta análise. É através dessa amostra que será verificado se o material proveniente da limpeza de tanques de carga está contaminado ou não.

Partindo do princípio de que ele esteja contaminado, será definido qual é o tipo de contaminação do material (Urânio, Chumbo, Rádio, Polônio, Radônio ou outros). 

Através de uma análise quantitativa, será definida a concentração de radiação no material, e com a tabela da CNEN, entender se o nível de exposição e periculosidade da radiação está acima ou abaixo do aceitável. A partir disso, será definido o destino do material.

Como preparar as amostras para a análise radioquímica?

Não são indicados frascos de vidro para armazenar o material, então é recomendado utilizar frascos de plástico que consigam resistir ao material que será acondicionado, para que partes do plástico não sejam absorvidas, pois qualquer tipo de manipulação errada pode alterar a amostra.

A análise ainda leva em conta a visão dos piores cenários possíveis, como a contaminação e vazamento, para saber como proceder com o material. Para evitar resultados incertos, é essencial homogeneizar toda a mistura, incluindo o material acumulado no fundo do frasco.

Quais são os efeitos biológicos da radiação?

Desde a descoberta da radiação mais de um século de pesquisa tem fornecido grande conhecimento acerca dos efeitos biológicos que ela trás para à saúde.

Sabe-se que a radiação pode produzir efeitos no corpo de seres vivos em nível celular, mais precisamente, causar sua modificação, devido aos danos nas fitas do ácido desoxirribonucleico (DNA) em um cromossomo.

Quando o número de células afetadas ou até mesmo mortas for grande o suficiente, a radiação poderá resultar na disfunção e morte do órgão.

Outra influência da radiação ionizante sobre o DNA, são os danos que não causam a morte celular. Esses tipos de danos são normalmente reparados por inteiro, mas caso isso não ocorra, a modificação resultante – conhecida como mutação celular – causará reflexo nas divisões celulares subsequentes. 

O resultado das mutações é o câncer. Se as células modificadas forem aquelas que transmitem a informação hereditária aos descendentes, desordens genéticas podem surgir. Com base na observação de sua ocorrência, efeitos na saúde advindos da exposição à radiação são definidos tanto como efeitos imediatos à saúde, quanto tardios.

Geralmente, efeitos imediatos à saúde são evidenciados por meio do diagnóstico de síndromes clinicamente verificadas nos indivíduos. Já os efeitos tardios são verificados através de estudos epidemiológicos, feitos pela observação do aumento da incidência da doença em uma população.

Como definir o destino do material radioativo?

Dependendo do nível de radiação, o rejeito deve ser armazenado em depósitos iniciais, intermediários ou finais. Os dois primeiros não permitem o armazenamento permanente, pois, caso ocorra algum tipo de vazamento, as pessoas expostas estarão correndo riscos.

Caso o material radioativo infiltre no solo, o meio ambiente corre risco de contaminação dos lençóis freáticos. Isto acarreta em multas, danos e até na paralisação das atividades da sua plataforma Offshore, se o material estiver armazenado nela.

Apenas depósitos especiais, feitos para dar destinação final de materiais radioativos, podem armazenar os materiais de forma definitiva, desde que estes estejam acondicionados em embalagens específicas e com a permissão da CNEN para seguirem até o destino.

É importante que as leis sejam seguidas à risca. Assim, você evita que acidentes ocorram, o que acarretaria em prejuízos humanos, materiais e ao meio ambiente.

É importante saber que a radiação causa diversos efeitos biológicos às pessoas expostas a ela, dependendo da dose de exposição.

Se você quer evitar todos os efeitos da radiação ionizante no ambiente de trabalho, precisa de um Serviço de Radioproteção bem preparado.

Se você é ou a sua equipe possui um IOE (Indivíduo Ocupacionalmente Exposto), estabelecer um Plano de Radioproteção detalhado e eficiente é mandatório!

Quando você trabalha em uma indústria que utiliza fontes radioativas em seus processos, é necessário que todos os profissionais expostos à radiação tenham a proteção adequada e de acordo com as normas da CNEN.

Também é possível contratar empresas especializadas para cuidar da sua proteção radiológica se, por algum motivo, for gerada muita dor de cabeça ao implementar um Serviço de Radioproteção por conta própria.

Para você que deseja ser um especialista no assunto, preparamos um material completo com tudo o que você precisa saber sobre Radioproteção.

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